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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Protesto ao Gênero Humano

Percebi que não conheço o gênero humano.

Sou incapaz de prever a sordidez de seus atos e ainda me surpreendo quando me deparo com sua crueldade.
Não faço empenho em me enquadrar nesse seleto grupo que ocupa o topo da cadeia alimentar.
Não que me sinta melhor, mas porque não consigo ver com naturalidade o uso e desuso humano de seus pares.
De todos os defeitos que a raça humana possa ter considero o pior o de tornar alguém um meio para o alcance de algo que possa justificar suas intenções. Quem é seu fiel?
Como se consegue enganar sem com isso perder o senso de decência? Como se consegue levar as últimas conseqüências gestos friamente arquitetados, desconsiderando os prejuízos que possam decorrer disso? E ainda nos chamam civilizados...
Vejo "honestidade" em um cão quando toma de outro o osso para defender sua existência. Vejo "integridade" em um rato quando invade uma despensa alheia para garantir sua sobrevivência, mas não vejo humanidade em um bípede Homo sapiens que surrupia os sonhos de seu semelhante apenas em prol de si e por si mesmo.
Abro mão dessa noção do que nos torna iguais. Não quero ser convencida dessa "normalidade".
Abomino os conceitos gerais que nos tornaram menos que os bichos, ditos, irracionais.
Entendi: acho que nasci ontem ou morri cedo demais.

2 comentários:

Anônimo disse...

Ninguém é normal de perto,nem Freud conseguiu curar suas proprias neuroses...

Facundo disse...

Imagino a reação dos macacos ao saberem que os humanos descendem deles... Eles devem vir a pensar: "Porra, onde foi que a gente errou???"

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Esse bixo homem, ei não viu...