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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Tributo ao Allison



Já ouvi inúmeras vezes esse dito popular: Há pessoas no mundo que tiram o melhor de nós. Hoje computo essa qualidade ímpar ao meu amigo Allison Ambrósio.
Levado prematuramente desse mundo, deixou perplexa consternação em todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e conviver com ele pelo menos um pouco.
Em suas andanças, parece-me que não sabia fazer colegas ou eventuais conhecidos, só fazia amigos. É dessa forma que todos se referem a ele e que choram hoje sua partida.
Nas últimas horas que se sucederam ao seu quadro hospitalar, foi surpreendente a maneira como àqueles que cruzaram de alguma maneira com sua vida só reputaram-lhe a distinção de tê-los feito bem. Tinha sempre uma palavra de consolo, um sorriso, um motivo a mais de adoração a Deus; mesmo os que só lhe conheceram através de suas apresentações musicais, narram que ele tinha sempre um sorriso largo, de aparente simpatia. Pura verdade!
Ontem, junto com a notícia definitiva de que ele havia falecido, ouvi de alguém que lhe admirava muito que queria fazer na vida pelo menos um por cento do que ele havia feito na vida de muitos. Isso vale a vida de um homem. Dever cumprido, amigo.
Quero buscar em seu exemplo de impacto inspiração para a minha. Quero ter semelhante valor. Ele foi realmente um grande homem.
Cabe a nós agora fazer como outro cantor ao referir-se a morte de alguém querido, na Bíblia: poderemos fazê-lo voltar? Nós iremos a ele (2Sm 12:23), com a certeza de que nos encontraremos no céu.
O fato é que ele está indo muito cedo, contudo, a qualidade da vida de um homem não está na quantidade de dias que passa entre nós, mas no valor que atribui a vida daqueles que lhe conheceram. Vou sentir saudades de seu sorriso maroto, de suas piadas que tornavam leve qualquer ambiente e de suas composições e poesias. Seus conselhos e palavras apropriadas a cada momento silenciarão, mas seu legado estará sempre conosco, embalado nas notas musicais que deixou eternizadas entre nós e que tantas vezes falaram ao meu coração.

Allison Ambrósio: um homem que não apenas tirava o melhor, mas também que nos fazia ver o que há de melhor em nós.
Ao amigo, pastor, cantor e compositor meu minuto de silêncio! _____________...























Ana Valéria
Publicado no "Jornal do Leitor" do jornal O POVO, edição de sábado 13/03/2010

4 comentários:

Edilson disse...

É isso mesmo, Valéria. Lindo texto, desabafo de uma amiga... Talvez nossa missão agora seja, depois que o choro cessar, tentar fazer com que, além de um mito, o Allison seja lembrado com exemplo a ser seguido, pois isso enobrecerá sua missão e engrandecerá a Deus...

Abraço...

Anônimo disse...

Valéria querida, pensei tanto em vc estes dias...
Lembrei daquele Natal que passamos juntos, do amigo secreto ... do pinico e de como ele ria de tudo aquilo, claro botando lenha na fogueira !( risos e lágrimas )
Saudades... é só o que podemos sentir , porém sempre acompanhada de um sorriso pq ele era assim ... só alegria !
Um bjo em vc, nos meninos e na lindALINE.
Janaina Araruna Dieb

Alaercio Flor disse...

Amiga ,Dra.Ana Valéria, seu texto comove e ao mesmo tempo conoforta a todos que conheciam, e, até quem não conviveu o reverendíssimo Pr. Allison.Quem cumpre sua missão na terra, que descanse em Paz e receba o galardão que lhe cabe no reino de Deus.Continue assim levando boas palavras a quem precisa e que Deus a faça sempre esta mulher sábia e valorosa, que se emociona quando um amigo leal e verdadeiro tem que partir por mais inesperado que seja a partida.Sociólogo e poeta Alaércio Flor

Alaercio Flor disse...

Mais uma vez deixo meu sentimento de pesar pela partida do reverendo Pr.Alisson,que cumpriu a sua missão na terra...Um dia todos teremos que fazer esta viagem e que seja da melhor forma ,segundo as convições de cada um.Não acho que morrer seja uma grande desgraça para o ser humano.Morre-se para se viver noutra dimensão,seja a eterna e divina, seja nas lembranças de uma amiga ou um amigo.Guimarães Rosa, escritor brasileiro, dizia que as pessoas não morrem,ficam encantadas.Quero acreditar que a morte um outro encantamento.Já morri em vida mil vezes, e continuo aqui desencantado com os vivos e encantado com o meu dia que há de ser breve,antes dos 50 janeiros,já vivi demais...Descanse em paz, reverendo Alisson.Boas palavras da teóloga e escritora Ana Valéria Moraes...